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A arte das etiquetas

Júlio Martins

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Meio que já virou rotina, toda terça de manhã eu vou ao Nacional para, literalmente, "fazer a feira". É o dia das promoções de frutas e hortifrutis, aí aproveito pra dar uma caminhada. Coloco meu fone de ouvido e "me voy". Como o mercado é grande, fico girando por lá, vendo outras ofertas, algo útil pra comprar e tal, mas na semana passada uma coisa me chamou a atenção (tirando a menina do cartão que toda semana vem me perguntar se eu já tenho): uma espécie de atelier de pintura. Num primeiro momento até achei que fosse algum artista expondo no mercado, coisa muito comum nos dias de hoje, mas não, era uma bancada usada para "fazer as etiquetas" das promoções. Achei estranho, pois nunca vi alguém fazer isso assim, "no meio do mercado". Geralmente isso é feito sem que a gente veja (não que isso vá mudar a vida de alguém!). Tirei uma foto, com o celular mesmo, mas não publiquei aqui (até porque acabei apagando ela sem querer... dãããã). Hoje, pra minha grata surpresa, lá estava eu de novo bermuda-fone-de-ouvido-carrinho-frutas, quando vejo o "estúdio" montado de novo. Dessa vez tive ainda mais sorte. Além do rapaz que "traça" as etiquetas, também havia uma moça que, provavelmente, fica passando os preços pra ele e fazendo a conferência. Na cara dura - e isso assustou a dupla - eu cheguei e pedi para fotografá-los para postar aqui (dei até o endereço do Blog pra menina). Lógico que eles acharam estranho, se olharam, se perguntaram se teria algum problema, mas no final eu disse que poderia tirar a foto mesmo sem eles perceberem, então, como dizia a Ministra Marta, o negócio era relaxar e... Como eles ficaram sem jeito (e até os entendo), esqueci até de perguntar o nome do artista aí da foto. Torço pra que eles acessem aqui e deixem o nome aí no espaço dos comentários. É isso aí, talvez seja a primeira vez que alguém se interessa em registrar a "construção de etiquetas de supermercado"... Pioneirismo é tudo (hehehe). Fui!

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