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O grande momento

Júlio Martins

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Nada como um dia após o outro. Nada como deixar o mundo dar suas voltas para mostrarmos nosso real valor. Não estou falando de mim, mas bem que poderia ser, falo do Rubinho, do Rubens Barrichelo, piloto e ser humano. Durante toda sua carreira na Fórmula 1 ele foi cobrado, criticado, odiado até - principalmente depois daquela famosa "deixadinha pro Schumacher". Pois ele aguentou isso quase que em silêncio. Certamente teve seus "dias de fúria", onde tinha vontade de sair por aí atirando pra todo lado, devolvendo as críticas recebidas em forma de golpes, socos, tiros, sei lá. Mas ele resistiu. E como resistiu! Rubinho amadureceu, cresceu como piloto e ser humano e hoje mostrar a todos que pode ser ídolo, que tem capacidade de mover uma nação e fazê-la sentir orgulho em suas conquistas, por mínimas que sejam. Rubinho pode nem vencer a prova amanhã, em Interlagos. Pode até vencê-la e ver o título escorrer por entre os dedos ao ver Button chegar logo atrás e comemorar, não importa. Nesse momento Rubinho pode tudo, principalmente comemorar uma vitória que hoje independe de seus resultados. Rubens Barrichelo, essa figura as vezes cômica, brincalhona, que em 2009 pilotou sem o peso do mundo em suas costas pode se dar por feliz simplesmente pelo fato de estar vivo e estar fazendo o que gosta. Rubinho provou que tem talento, que sabe crescer, mesmo nos momentos em que todas as evidências dizem o contrário. Rubinho é o símbolo da perseverança, exemplo de que nada é impossível quando se faz as coisas com dedicação e que, mesmo estando por baixo em alguns momentos, é possível superar isso, dar a volta por cima e ser um vencedor. Vencendo amanhã ou não, Rubinho se recuperou, cresceu, ganhou respeito e admiração de uma nação e pode sim se considerar ÍDOLO DO BRASIL.

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