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"O resumo da ópera"

Júlio Martins

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Desde ontem ficou aqui a promessa de que faria uma análise sobre o primeiro jogo-treino do Grêmio e aqui vou eu, de uma forma bem resumida, tentar colocar "minha versão dos fatos". Em primeiro lugar quero deixar bem claro que não estou participando da cobertura das pré-temporadas da Dupla e estive no Borgo ontem porque fica mais próximo de casa. Isso pro caso de eu não fazer a mesma cobertura do lado Colorado. Vocês sabem como são essas coisas. Bom, como prometi ser resumido, mãos à obra.

Já tinha escrito aqui que acreditava na escalação de Souza, Hugo, Leandro e Borges para formar o ataque gremista. Sim, podemos chamar de ataque, pois todos os quatro têm boa chegada na frente. De todos, talvez o Souza seja o menos "atacante". Bom, assistindo ao jogo-treino contra o São Paulo, do Borgo, que diga-se de passagem até tentou oferecer resistência mas não conseguiu, voltei no tempo e lembrei de um termo que surgiu há alguns anos, o tal do "quadrado mágico". O "quadrado" em questão era formado por Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e Adriano, mas não vingou. Longe de querer fazer comparações (pelo menos em termos de peso dos nomes), creio que o Grêmio pode revelar um novo "quadrado". Longe de ser um quarteto fantástico e de reinventar o futebol, os quatro homens responsáveis pela articulação e finalização do Tricolor têm juntos um poder de fogo acima da média do futebol brasileiro e, como diz o amigo Filipe Duarte, parece que Grêmio faz sua parte ao inverter os estilos de jogo. O antes ofensivo Inter parece estar caindo na cilada de um atacante só, enquanto o Tricolor investe na sobra de gente poluindo o setor que costuma resolver. De cara já podemos apostar que Leandro tem tudo para ser o "queridinho" do torcedor. Veloz, com faro de gol, solidário e, acima de tudo, muito raçudo, o atacante chegou a recuar até a lateral esquerda para ajudar os companheiros. Melhor fisicamente e mais entrosado com os companheiros ele pode e deve "cair nas graças" da torcida.

Ainda sobre o jogo de ontem, alguns destaques interessantes (ou que pelo menos eu considero assim):
- Victor ficou mesmo com a braçadeira de capitão, mais que merecida. Seguro só fez uma defesa em 45 minutos, mesmo depois do lance ter sido invalidado pelo árbitro;
- Ferdinando e Adilson só perdem a posição no time de Silas para lesões ou suspensões. Ferdinando marca muito, guarda mais posição que Adilson e faz o jogo andar, tanto acelerando o passe quanto fazendo inversões precisas. Seria um desperdício improvisá-lo na lateral, assim como é um desperdício Mário Fernandes por ali, coisa que deve se resolver com a contratação de Vitor;
- Falando em improvisações, deu pra perceber (e eu estava do lado do cara) que Silás ficou entusiasmado com o bom desempenho de Maylson na etapa final. Pode até virar opção para a lateral direita, onde atuou por praticamente meia hora;
- Jonas, principalmente com a possível vinda de Marcelo Moreno, parece não ter muito espaço. O fato de ter-se especulado uma possível saída dele é sinal de que tanto direção quanto jogador sentem isso.

Bom, resumidamente era isso. A partir de hoje à noite posto alguns cliques feitos lá no Borgo ontem. Cada foto tem uma história, então vou ir contando-as por etapas.

Pra começar tem essa aí do Silas. O treinador não se acanha em chamar os jogadores à beira do gramado mesmo com o time atacando. Nesse caso é o jovem Mithyuê. Orientação importante tem que ser dada ao pé do ouvido.

Destaques

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