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Tempos "nem tão" modernos

Júlio Martins

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Hoje, antes de sair para um compromisso, assisti às primeiras cenas da nova novela da Globo, "Tempos Modernos". Show de bola os efeitos mostrados logo na abertura, com o Antonio Fagundes participando de uma cena no melhor estilo "O dia em que a terra parou" ou outras produções do gênero. Tudo muito moderno mesmo, até o momento em que entra a primeira música da trilha sonora. Eis que começa a rodar "Até quando esperar", clássico da banda Plebe Rude, uma das que surgiu naquele movimento bem sucedido em Brasil, lá no início da década de 80 (abria o primeiro disco da banda no longínquo 1985). Tudo bem, ela fala sobre "tanta riqueza por aí... cadê minha fração...", essa coisa toda. Então vale, já que a novela fala de grandes investimentos, de muita grana rolando por aí. Mas e a música seguinte? "Segundo Sol", com o Nando Reis. Peraí!!! Cadê os "tempos modernos". Bom, o que veio depois eu não sei, pois saí de casa antes do primeiro intervalo. Que fique claro, não chega a ser uma crítica, afinal as duas músicas são de muito bom gosto, mas que é estranho, isso é.

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