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Detalhes mais silenciosos da vida.

Júlio Martins

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São tantas coisas nesse universo, um pluriveros assim escrevendo. Coisas a se fazer, desde que aprendi a criar. O mundo silencia e a música me joga num encontro de várias pessoas e melodias. A escrita responde minhas inquietudes e torna as estações indefinidas. Estudar a biologia me abraça num sentimento científico e infinito. 

Os compromisso da rotina quebram o drama, o teatro, a fantasia, a normalidade. Mas e o que tem isso tudo? O passar do relógio, dos anos, dos tempos, dos feriados, do fim.
Transbordo conteúdos criativos, eis que escrevo por aqui com muito amor e dedicação. Pois acredito numa sexta-feira mais noturna e iluminada. 

Dialogo o café passado, a poesia, os amores dentro e fora de órbita. De tão gigante que o mundo existe, às vezes parece que não daremos conta de fazer a arte acontecer todos os dias.

Explorar os detalhes mais silenciosos do outono seria uma observação das folhas enquanto firmes e ao mesmo tempo nuas. Fechar os olhos para descansar seria um movimento involuntário caso não fosse a imaginação com eles cerrados. O pensamento já nos leva a crer numa história conduzida dentro da mente, tendo início, meio e fim.

Mas... Quero dizer com tudo isso que...  Que hoje enquanto eu passava o café, lembrei tantas pessoas que estariam também fazendo o mesmo gesto. Aquele silêncio e a imagem do papel se transformando aos pouco, ficando em tons de marrom... Em bolhas, em cheiro que a vida nos acorda, recorda e lembra. Isso em instantes numa batida rítmica do coração, do vai e vem dos carros, do abrir e fechar do semáforo, do bom dia e das maravilhosas noites... 

Assim eu entrego a criatividade da rotina na observação de que a vida pode ser criada todos os dias, tomando apenas um café.

Tanto faz, o café da manhã, da tarde, da madrugada... O que nos inspira, transforma. O sabor do aroma nos toma num gole de cheiros e assim damos vida ao que não tem, invertendo a ordem numa organização própria de fazer as coisas mais chatas nem serem mais assim.


Mexer o café é um ciclo que a vida tem. Bom dia com final feliz!

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