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Meu desejo em voz alta

Júlio Martins

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O dia em que se encostou a mim, franzi, encrespei, arrepiei... E hoje não sei o que é ser morna. O dia em que a gente sorriu pela primeira vez, assim do nada, percebi que seria muito egoísmo não dizer que já amava. O dia em que o filme no cinema ficou em segundos olhos, entendi que as mãos, uma sobre a outra; os sorrisos de canto de boca, um lábio mordendo o do outro lado, protagonizaram uma cena linda, sem pré-lançamento, sem cartazes, sem plateia, sem muitos tiroteios. O dia em que o café passado se tornou o presente de todas as manhãs, o cheiro, o gosto, o aroma, tudo induzia a mais um beijo. E agora um beijo expresso com torras clássicas pra encerrar. E agora um beijo cafeinado pra encerrar mesmo! Ah... O dia em que isso, aquilo, as coisas, as outras... Humm! Ok, é o amor sim. Ainda bem que me rende algumas palavras bonitinhas, né? Às vezes, uma palavra estremece o corpo inteiro. Ainda mais as minhas que provocam a boca perversa, quando saem sem pensar. Sim, tenho muito o que dizer antes de pensar pra escrever, mas se fosse assim, alguém se assustaria e morderia os lábios de raiva. Escrever o que vem à mente, é assim né? Ah, por aí em outros países dá estímulo. Comigo complica, entendem? Uso o sistema nacional de medidas. E com muita cautela, aos poucos, vou indo. Mas já anuncio os meus próximos livros (sem pensar em quem possa ler, que vergonha minha): Erotic e um Romance que ainda não tem nome, apenas quatro personagens cool! Estou no aguardo da Oliveira Books reservar um tempinho das vinte e quatro horas aos meus delírios melodramáticos. O dia em que eu resolver escrever o desejo dos meus dedos, antes de passar pelas sinapses cerebrais, eu não sei o que vai ser de mim.

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