Me Siga

O que falta ao Inter para engrenar em 2017?

Júlio Martins

Publicado


Se fosse fácil e essa solução tão lógica, é óbvio que os problema do Inter já estariam resolvidos. No entanto, na prática as coisas são bem mais complicadas. Mas quem sabe explicar o que está faltando ao Inter para embalar na temporada e dar de volta ao torcedor a confiança perdida?

Na minha modesta opinião o grande problema do Inter é ainda estar dormindo com o fantasma do rebaixamento. Direção, comissão técnica, jogadores e torcida ainda não engoliram a queda, o que dificuldade seguir em frente numa boa. Bobagem minha? Talvez não.

O que tem se visto em campo desde que o ano começou (e falo de 2017 porque é o ano da retomada e do retorno à Série A) o peso da queda está na expressão carregada dos jogadores, está na dificuldade de conviver com as críticas e isso reflete dentro de campo, principalmente nos resultados. Ou simplesmente na falta de bons resultados.

Analisemos pelo Gauchão. Depois de um péssimo começo, aos trancos e barrancos o Colorado chegou à final. Se vencesse, muito daquilo que hoje continua tirando o sono de todos teria ficado para trás. Mas não foi assim. A derrota para Noia dói até hoje nos colorados e ressurge a cada jogo.

O jogo contra o Palmeiras na quarta-feira deixa tudo ainda mais claro. Assim como diante do ABC, o Inter "sentou" no resultado que lhe servia. Classificada com o 2 a 0 e, com medo de vencer por mais, recuou, se acomodou com os gols marcados e recuou. O resultado todos conhecemos: a eliminação.

Ontem, diante do Juventude, o fantasma voltou. O 1 a 0, assim como nos tempos de Argel, já era considerado goleada quando veio o empate alviverde. Tá na cara. O Inter está com medo de perder. E ao temer esse resultado acaba sucumbindo.

Na teoria - e todos sabemos que a teoria na prática nem sempre funciona - ao sepultar de vez esse fantasma e pensar somente no daqui pra frente o Inter embala e garante o acesso. Mas como fazer isso, assim, do dia pra noite? Tarefa de casa para Guto Ferreira e seus comandados. Eles terão que decifrar esse enigma, apagar o passado recente e erguer a cabeça para ver com clareza onde querem chegar. E isso tem que ser pra ontem, pois o prazo de validade pra isso já está terminando e daqui a pouco ele pode se tornar mais um na fila dos desempregados do Beira-Rio.

Destaques

© 2020 - Júlio Martins