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Saudades e um pouco do Destino...

Júlio Martins

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Sau-da-de – doi

Doi porque é o estado de sentir a presença. Presença de quem? Da dor. Convenhamos. Estado que envolve uma série de pessoas ou uma… meia dúzia!  Aquela dorzinha tem nada de inha, é durona mesmo. E o que sinto quando volto para os meus compromissos? Que Deprê!! Doi fechar as malas. 
Doi chegar num dia sabendo que tenho de ir embora ao seguinte. Doi aquele beijo de despedida que muitas vezes nem imagino dar. Uma série de coisas doem, até mesmo num momento de colocar as roupas na mala para visitar a família doi, tudo isso porque sinto a temida volta. O coração doi, a garganta engasga e a lágrima não respira. Sufoca! Doi a despedida.
            Amor à distância só funciona quando a saudade também é madura. Quanta dor! O corpo todo doi. Onde toca, dó… até acredito que seja a ponta do dedo doída mesmo. O destino me doeu – um tanto.

Des-ti-no – eu acredito

Acredito não sendo um acaso, é uma forma mais demorada em que se exige o nosso próprio tempo de amadurecimento e também um tempo a mais para que a sua finalidade seja alcançada. Aos que reclamam dele, dizem ter escolhido o caminho errado, sendo na verdade o caminho mais certo. Esse é o próprio erro que fará com que possamos aprender o nosso crescimento, a nossa essência. Nosso tempo.

Destino errado é papo furado de gente melodramática. Errado é você desistir dele. Errado é não cumprir a missão que nos foi dada por um simples comodismo. Errado mesmo é errar mais de uma vez passando pelo mesmo…destino.

Sendo algo transformador, ele está na vida para nos fazer a matéria-prima dessa transformação. O destino é chorar, não dormir noites e noites estudando ou cuidando de alguém. Ele só nos oferece aquilo que realmente podemos cumprir, e se nos ofereceu acordar cedo ou nem dormir é porque somos as pessoas que seremos melhor preparadas para tal missão. O destino nem sempre nos faz sorrir, mas cada um seguirá o seu dentro de suas possibilidades… possíveis habilidades.

Mas, saudade e destino até que ponto se mesclam? Se este nos colocou bem no meio de um caminho e outro e nos ofereceu a distância, acredito que a saudade fará com que sejamos aprendizes dos nossos afastamentos, tudo isso e mais aquilo para aprender, continuar aprendendo a vivenciar.  Essa vida… nas outras tantas que – eu – acredito.


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