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Só foi um Beijo...

Júlio Martins

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Estou certa de que o destino me atraiu em ficar contigo. Alguma coisa, uma coisa qualquer, mundana e prosaica, algo de boa índole. Acredito no acaso que a ocasião do tempo nos adapta. Não penso quanto tempo, até onde iremos, se na cama ou só entre os lençóis a nos cobrir.  Mas entendo os tantos lados desse desencontro afora da época que vivemos.

Amaremos mais a nós mesmos, sim. Talvez necessitássemos lisonjear um ao outro. Deixar quedar a gravidade de que qualquer pessoa seria atingível pela nossa beleza inferiorizada por nós. Nosso íntegro transformador de pessoas, vontades, seduções. Qualquer ser que habita este mundo que tomamos o prazer de viver possibilitaria nos valorizar o ser que realmente somos. Belos, lindos, envolventes. Cada um com a dimensão que nos é estendida.

Talvez fosse esse o propósito: abrir os olhos e fazer a enxergar as tantas possibilidades que estão a nossa volta e que nem enxergamos por nos menosprezar todo o tempo, por vedar um olhar mais adiante. Achamos que a idade nos diminui frente a novas conquistas, relacionamentos. Apagar o nosso fogo seria injustiça frente às nossas tantas palhas que ainda temos a queimar nessa vida.

Beijamo-nos, eu amei cada volta escaldada dos teus lábios. Gostaria de seguir a outras preliminares. Mas a vida decidiu por concluir somente neste íntimo. Quem sou eu nesse século para adentrar em outros lugares por ti não permitido?
As razões do cosmos que nos encontraram obtiveram algum material, um deles: o de nós fazer mais luminosos, mais finalizados!

Enfim, eu gostei daquele beijo e só.


E só? Ah, tudo bem. A imaginação tomou cena e outras coisas vieram, o frio, o cobertor, o sonho e a vida desorganizada também. E só? É... só um café bem forte pra despertar numa realidade igual, e só. Ah, nada como um gole depois do outro.

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