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Algumas constatações sobre Corinthians x Grêmio

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Começando bem do começo, Renato mais uma vez foi paizão de seus bruxos e escalou Luan e Montoya em vez de colocar Thaciano em campo. O primeiro até não foi tão mal se comparado às vezes em que entrou perdido em campo em 2019, mas Montoya não acrescenta nada, e não é de hoje. Aí depende de como vocês preferem ver: um a menos em campo ou uma substituição queimada antes mesmo da bola rolar.

Antes de seguir falando do Grêmio é preciso abrir um parêntese para o Corinthians. O time do “Celso Roth com grife” não joga e não deixa ninguém jogar. Nem em casa o time do Fábio Carille joga pra vencer. O tempo todo fica esperando por aquela bola pra ganhar por 1 a 0 e comemora qualquer 0 a 0. O ruim para o futebol brasileiro é que há quem admire o retranqueiro alvinegro. E pior, há quem tente imitar a “estratégia vencedora”.

Voltando ao Grêmio – que ainda não venceu no Brasileirão e não convenceu na Libertadores -, tornou-se um time burocrático e de certa forma até arrogante, do time que acha que simplesmente resolve o jogo quando bem entender. Mas os resultados recentes não mostram isso. Dois pontos conquistados em 12 é motivo pra comemorar? Claro que o time do Renato não vai terminar o campeonato na zona de rebaixamento, mas nessa batida já poderá abrir mão de brigar pelo título antes mesmo da parada para a Copa América. Tô louco!? Não! Se o Atlético Mineiro vencer amanhã abre 10 pontos de vantagem em quatro rodadas. Ah, mas o Renato diz que o time dele joga sempre pra vencer? Opa, algo errado não está certo! Joga sempre pra vencer e não vence, então alguns conceitos precisam ser revistos o mais rápido possível.

Ainda sobre o jogo de hoje, Michel foi destaque de um meio-campo que nitidamente sentiu a ausência de Maicon. Mesmo cansado e com uma das pernas o capitão é capaz de dar uma cadência ao jogo do Tricolor. Mal das pernas ou não ele coloca Léo Gomes pra jogar e faz as viradas necessárias pra fugir da marcação. Sem ele, até Matheus Henrique parece comum. Se não cabe o Thaciano ali, por que então o Renato não escala Michel, Maicon e Matheus Henrique?

A Copa do Brasil vem aí, a necessidade de vencer no Brasileirão e a pressão aumentam rodada a rodada e o Grêmio segue com muita posse de bola e pouca agressividade. Forçar o jogo pelo meio não vai adiantar, tem que ter posse, sim, mas tem que buscar o lado do campo, abrir espaço pra jogadas de linha de fundo que peguem a zaga de lado e o atacante de frente. Mirem no gol do Botafogo! Sim, o Botafogo que é um time medíocre já tem 9 pontos em 12 e fez um gol exatamente assim: bola aberta pro lateral pela esquerda, cruzamento na área, na cabeça do atacante que testa pro fundo do gol. Ah, desculpa, o Grêmio não tem lateral esquerdo e nem atacante cabeceador.

Bom domingo a todos. Falamos depois do jogo do Inter!

P.S.: Tudo bem que o Fagner não teve intenção de tocar com a mão na bola (e o jogador sempre tem a intenção), mas não vamos começar com essa frescura de que o atacante “tentou acertar o braço do defensor”. Aí é o fim do futebol.

Luan ainda está longe de ser “aquele Luan”. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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