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“O homem é o lobo do homem” #CasulodasPalavras #PsicoSimone

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“Homo Homini Lupus”

Célebre frase de Thomas Hobbes (1588-1679), autor do clássico Leviatã, original, no entanto, traduzida para o latim como “homo homini lupus”, pertence ao dramaturgo romano Plauto (254-184 a.C.).

Tão antiga e ao mesmo tempo tão atual. O que essa frase quer dizer realmente?

A oração, metafórica, quer dizer que o homem é um animal que ameaça a sua própria espécie. O que a máxima sublinha é a capacidade destruidora do ser humano contra os seus.

Vemos todos os dias nos noticiários isso acontecer. A própria destruição do homem pelo homem. A vida em sociedade foi pensada, em seus primórdios, para justamente não ocorrer situações bárbaras, descontroladas, sanguinárias, pois, um mundo onde existem regras e normas, o respeito à elas faz com que o controle sobre o nosso “lado primitivo” aconteça.

No âmbito social se você não cumpre com as normas, sofrerá penalidades, teoricamente, para servir de exemplo para que outros não cometam tais infrações.

Pois bem, vamos refletir…

Será que somos tão civilizados assim? Ou será que o controle existe “camuflado em pele de cordeiro”?

Por instintos de autopreservação e egoísmo, o ser humano tem a tendência a entrar em conflitos e guerras que ameaçam os seus próprios semelhantes.

De acordo com o filósofo inglês Hobbes: “Como tendência geral de todos os homens, [há] um perpétuo e irrequieto desejo de poder e mais poder, que cessa apenas com a morte”.

E lá vem a palavra mágica: PODER. Ah! O Poder…

Quantas mortes ocorrem em nome do Poder? É…O homem é o lobo do homem. E sabe-se lá onde isso vai parar.

As guerras não estão tão distantes de nós como pensamos, aliás elas estão presentes no nosso dia a dia e nem percebemos. Guerra de egos, de aparência, status, dinheiro… Muitas vezes não se mata somente com armas, a destruição do homem pelo homem se dá por ganância, futilidades que geram depressão, suicídio…

Vejamos trechos da música “A Violência Travestida Faz Seu Trottoir” da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii:

“No ar que se respira, nos gestos mais banais

Em regras, mandamentos, julgamentos, tribunais

Na vitória do mais forte, na derrota dos iguais

A violência travestida faz seu trottoir* […]


A violência travestida faz seu trottoir

Em anúncios luminosos, lâminas de barbear

Armas de brinquedo, medo de brincar

A violência travestida faz seu trottoir

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© 2019 - Júlio Martins