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Título foi feito pra ser comemorado

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O ciclo vitorioso de Renato no Grêmio serviu, além de recuperar a auto-estima do torcedor tricolor, para trazer de volta uma rotina que por algum foi desprezada por dirigentes, comissão técnica e jogadores: a importância de comemorar títulos e levantar taças.

Renato é competitivo. Quer estar sempre no topo e exige que todos ao seu redor pensem assim. A consequência? Toda taça conquistada é comemorada como uma Libertadores. E esse sentimento se reflete no outro lado da rivalidade.

Essa história de que Gauchão não conta, que comemorar Recopa Gaúcha é feio ou ridículo foi algo criado por dirigentes que precisavam disfarçar um fracasso atrás do outro em um período que o Tricolor sequer conseguia fazer o dever de casa, que é pelo menos se revezar na conquistas de títulos estaduais com o Internacional. Assim, menosprezar as conquistas adversárias seria até como uma motivação para tentar reconquistar o terreno perdido no levantamento de taças.

Faz bem Renato em valorizar cada conquista, faz bem o torcedor em comemorar e faz bem o torcedor do Inter ao questionar o quanto estas pequenas conquistas ganharam valor depois de tanto menosprezo. Faz parte da rivalidade e bobo de quem deixa de festejar, afinal de contas, não é todo dia que se dá volta olímpica.

E antes que alguém me acuse de qualquer coisa, quem me acompanha no dia a dia sabe que desde sempre eu defendo que, como se diz no jogo de truco, a primeira é em casa e o resto é grito. Ou seja, conquistar o título estadual é o mínimo que se pode exigir de clubes do tamanho de Grêmio e Inter. Felizmente para uns, infelizmente para outros, a taça só pode ficar com um, que festeja. Enquanto isso o outro chora.

Conquistou título? Tem que comemorar! Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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