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Lugar de vereador eleito é na Câmara

Júlio Martins

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Hoje à tarde fui conferir de perto a primeira sessão legislativa pós-pleito e claro que poderia registrar aqui muitas impressões que tive (e talvez até o faça com um pouco mais de tempo), mas a postagem tem mesmo o objetivo de esclarecer o contexto de uma postagem que fiz no Facebook quando a sessão ainda acontecia. Postei porque de certa forma a declaração da vereadora Eva Müller me representa. Pensamento que já manifestei inúmeras vezes.

Já no tempo de liderança a vereadora do MDB, reeleita ontem, destacou o aumento da bancada feminina no parlamento local e fez um pedido à sua colega atual. Eva se referia à chegada da progressista Alexsandra Terra que, somada a ela e a também progressista Cleusa Canterle, elevará o número de mulheres vereadoras para três, o maior da história. Ao se referir a essa conquista, a emedebista disse à atual presidente: "Não sai Cleusa".

O pedido de Eva foi para que a vereadora não deixasse novamente a casa para assumir qualquer cargo na prefeitura, possibilitando assim que as três eleitas possam na prática valorizar a participação feminina por lá. Além de repetir o que fez no atual mandato, a saída de Cleusa também significa a entrada de um suplente, ou seja, um candidato que não se elegeu.

Talvez eu tivesse que colocar a frase da Eva entre aspas, como fiz aqui, para diferenciar do restante da frase que escrevi a seguir: "Nem ela nem nenhum outro tem que sair, pois se suplente é suplente é porque não conseguiu se eleger. Ponto!".

Em resumo, usei a frase da vereadora para ilustrar um pensamento que levo comigo de que vereador eleito deve permanecer na Câmara. Não sou inocente de achar que um ou outro progressista possa ser chamado para o governo, mas mantenho meu, digamos, pedido, para que o prefeito Tiago mantenha o que as urnas decidiram. Lugar de vereador eleito é na Câmara é na Câmara e de suplente é na suplência, assumindo ocasionalmente por outros motivos que não a retirada de alguém que recebeu centenas ou até milhares de votos para representar seus eleitores no legislativo. Se for pra "puxar" alguém, que o prefeito escolha entre os que não se elegeram, de acordo com a competência e preparo que possa ter.

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