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O que ficou do clássico, além da vitória do Grêmio?

Júlio Martins

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Depois de alguns clássicos chatos, bem meia boca mesmo, o Gre-Nal disputado na tarde deste sábado no Beira-Rio foi, sem sombra de dúvidas, o melhor dos últimos tempos. A vitória colocou o Grêmio na final, vai dar tranquilidade para a sequência de preparação, mas não abalou a caminhada do Inter, que agora foca na Libertadores e no pleito à fase de grupos para depois tentar um novo encontro, desta feita na decisão do Gauchão, onde o Tricolor ainda não se garantiu, mas deve estar.

O confronto de hoje teve dois tempos distintos. No primeiro o Grêmio prevaleceu. Mesmo com menos tempo de bola no pé criou mais, chegou mais e até marcou, mas os dois gols de Everton foram muito bem anulados. Por sua vez, o Inter foi novamente burocrático, lento e a insistência de Coudet em manter Musto atrás dos zagueiros continua não agradando a mim e à maioria dos torcedores.

No segundo tempo, sem Musto expulso, o Inter esteve melhor, procurou mais e esteve mais próximo do gol, mas foi o Grêmio quem balançou as redes e carimbou o passaporte para a decisão do turno.

Confesso que esperava mais, mas o que se viu no Gre-Nal desta tarde foi um duelo inteligente, de técnicos ousados e que gostam de jogar pra frente, capazes de surpreender antes da bola rolar e usas todas as alternativas possíveis para mudar com a bola rolando.

Se formos mais a fundo eu ficaria escrevendo até amanhã cedo, mas vamos guardar um pouco disso pra outras postagens e pras nossas resenhas do Esporte Todo Dia ao longo da semana. Uma pitada disso está no meu Facebook.

Por exemplo: Maicon não demora muito ser banco no Grêmio. Não por sua qualidade técnica, que é indiscutível, mas pelo fato de que um camisa 10 no time requer a saída de um volante. Matheus Henrique não sai, então aposto em Lucas Silva na proteção da zaga para um Tiago Neves ou um Jean Pyerre na armação. A saída de Cortez na lateral também é questão de tempo e Pepê, que hoje não foi tão bem, já merece vaga no lugar de Alisson.

Pelo lado vermelho, Musto pra ser titular tem que jogar mais adiantado, na vaga de Lindoso, na zaga Fuchs tem potencial, é uma boa aposto, mas é perigoso colocá-lo nesse momento. Apostar no entrosamento de Moledo e Cuesta me parece mais seguro. No ataque, ou Cudet dá um companheiro a Guerrero ou ele morrerá de fome.

Diego Souza quase não apareceu no segundo tempo, mas marcou o gol da vitória. Foto: Lucas Uebel/Grêmio

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