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Temos mesmo que derrubar nossas árvores?

Júlio Martins

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No domingo à tarde eu seguia para minha jornada de transmissões de padel e futebol quando me deparei com uma equipe "podando árvores". Pelo menos foi o que pensei quando fiz o primeiro registro. Para minha surpresa, no dia seguinte recebi a notícia de que a árvore que eu julgava mal podada já não estava mais ali, na tradicional esquina onde deve ter permanecido por incontáveis décadas. Não me parece ser o caso de um árvore "condenada", não vejo motivos para ela ser derrubada. Não sou especialista em meio-ambiente, muito menos faço parte da equipe que faz essas avaliações, mas acredito que ali ela não atrapalhava ninguém, nem mesmo o conturbado trânsito que naquele local é mão única. Sinceramente espero que o fato não tenha nada a ver com a reforma de uma loja na esquina, pois a loja anterior ali esteve por duas décadas pelo menos, sem interferir no bom andamento dos negócios. Como eu disse, que venham as justificativas, e sei que virão, mas nenhuma vai me convencer de que não seria possível conviver com aquele presente que a natureza nos deu. Tenho certeza também que a sombra que ela fornecia vai fazer muita falta também.

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