Por Fabrício Quadros
O atual campeão, Flamengo, terminou a fase de grupos da Libertadores de forma invicta, diferente da edição passada, quando acabou se classificando apenas na última rodada da fase inicial. Apesar de uma vitória por W.O, devido a um jogo adiado, além de partidas em que o desempenho ficou aquém do esperado para o atual elenco, os cariocas fizeram valer o favoritismo e lideraram um grupo com Estudiantes, Independiente Medellín e o estreante Cusco, do Peru.
A fase conturbada da equipe é ilustrada pela performance e pelo desempenho recente, com apenas dois triunfos nos últimos cinco jogos no Campeonato Brasileiro e eliminação precoce na Copa do Brasil para o Vitória. O segundo elenco mais valioso do futebol brasileiro, avaliado em R$ 1,38 bilhão, tem quatro jogadores escolhidos (Danilo, Alex Sandro, Léo Pereira e Lucas Paquetá) por Carlo Ancelotti para representar a seleção brasileira na Copa do Mundo, em junho, além de um elenco muito competitivo, com jogadores a altura em quase todas as posições.
A pressão da torcida, na medida em que é pacífica, faz muito sentido e tem total razão pelo tamanho do investimento realizado e pela projeção de um ano ainda mais promissor do que foi 2025. Quando uma temporada se inicia, indiscutivelmente falamos que Flamengo e Palmeiras despontam como favoritos em diversas frentes, seja em competições da CBF, seja nas da Conmebol.
Ontem, ainda ao fim do primeiro tempo diante dos peruanos do Cusco, os torcedores vaiaram e entoaram gritos de “time sem vergonha”, após a equipe passar em branco. A partida terminou em 3 a 0, mas a insatisfação com o time de Leonardo Jardim ficou evidente entre os torcedores. Uma insatisfação que cobra muito mais do atual elenco, que terá a parada para o Mundial para alinhar as coisas e organizar a casa.
Após a Copa do Mundo, muitas situações podem mudar, uma vez que os clubes terão a janela do meio do ano para se movimentar. Porém, o atual campeão já fez o investimento anteriormente e precisará provar dentro de campo que ainda pode buscar o bicampeonato brasileiro consecutivo e se isolar ainda mais como o maior campeão brasileiro da Libertadores. Isso dependerá do que for feito pelo pessoal da casamata, porque mão de obra, é inegável que há.