Por Fabrício Quadros
Na partida de ida dos playoffs da UEFA Champions League, o Real Madrid enfrentou o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa, e venceu os portugueses por 1 a 0, com gol anotado por Vini Jr. Entretanto, mais uma vez, o futebol ficou em segundo plano diante de mais um episódio lamentável de racismo que o brasileiro alega ter sofrido por parte do argentino Gianluca Prestianni, atleta da equipe portuguesa.
O conflito começou após Vini Jr. marcar e comemorar em frente a uma das bandeirinhas de escanteio, o que causou desconforto nos jogadores da equipe lusitana, que logo partiram para cima do atacante do Real Madrid. Vini Jr. rapidamente correu para informar o árbitro francês François Letexier de que havia sofrido racismo por parte de Prestianni. Ainda no relato feito ao árbitro, o atacante afirmou ter sido chamado de “macaco” por diversas vezes, situação que, segundo ele, foi presenciada pelo companheiro de equipe Kylian Mbappé, que estava próximo no momento.
Cabe destacar que, nessa situação, mais uma vez as autoridades competentes, neste caso, a UEFA, não podem tratar o episódio como um caso isolado, deixando de realizar a devida investigação e eventual punição ao possível agressor. O volante Tchouaméni, do time merengue, afirmou que Prestianni alega ter chamado Vini de “viado”, e não de “macaco”. Ora, ao diminuir a situação, Prestianni dá a entender que ofender alguém com uma fala homofóbica o torna menos culpado em relação à acusação feita pelo brasileiro?
Ressalto também a atitude do atacante francês Mbappé, que, diante do fato, não se escondeu e, na zona mista, deu sua versão sobre o caso, defendendo o companheiro. Muito diferente da postura do técnico do Benfica, José Mourinho, que, após a partida, demonstrou estar mais preocupado com a comemoração do atleta adversário do que com o episódio envolvendo seu comandado.
A frase que fica, e que ilustra o título, é: o racismo precisa ser extinto do esporte de uma vez por todas.