RESPEITO ÀS MULHERES TAMBÉM TEM QUE ENTRAR EM CAMPO

Por Ana Paula Pilar

A final do Gauchão 2026 deveria ser lembrada apenas pelo futebol dentro de campo, mas acabou marcada por um episódio lamentável fora dele. A jornalista Alice Bastos Neves foi alvo de um comentário machista de um torcedor no Beira-Rio, que a chamou de “vagabunda” enquanto ela realizava seu trabalho. O fato aconteceu justamente no Dia Internacional da Mulher, uma data que simboliza a luta por respeito e igualdade.

Não sabemos exatamente o motivo da fala, mas nada justifica esse tipo de ofensa. Nenhum homem tem o direito de desrespeitar uma mulher, ainda mais quando ela está apenas exercendo sua profissão. Alice Bastos Neves é hoje uma das mulheres mais conhecidas do jornalismo esportivo no Rio Grande do Sul. Ao chegar ao Grupo RBS, em um ambiente que por muito tempo foi dominado por homens, precisou conquistar seu espaço com trabalho, competência e profissionalismo, construindo ao longo dos anos uma trajetória respeitada dentro do esporte.

Infelizmente, situações como essa também mostram uma realidade que muitas mulheres ainda enfrentam, principalmente no jornalismo esportivo. O futebol por muito tempo foi tratado como um espaço masculino e, até hoje, muitas profissionais ainda precisam provar diariamente que têm competência para estar ali. Mesmo com tantos avanços, o caminho para as mulheres no esporte ainda exige esforço dobrado para conquistar e manter esse espaço. Independentemente de estarem no campo, na arquibancada ou trabalhando na imprensa, mulheres merecem algo que deveria ser básico em qualquer lugar: respeito.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *